Quando nasce um bebê, nasce também uma nova rotina. Entre mamadas, noites mal dormidas, consultas, trabalho, casa e tantos cuidados, é muito comum que a mulher passe a colocar as próprias necessidades em segundo plano.
Mas existe um lembrete que merece espaço em meio a tudo isso: para cuidar de quem amamos, também precisamos cuidar de nós mesmas.
Neste Outubro Rosa, falar sobre a saúde da mulher é lembrar da importância de conhecer as próprias mamas, manter o acompanhamento indicado e procurar avaliação quando algo parecer diferente, inclusive durante a amamentação.
Outubro Rosa: informação e diagnóstico precoce do câncer de mama
O Outubro Rosa é um movimento mundial de conscientização sobre o câncer de mama e reforça a importância da informação, da atenção à saúde e do diagnóstico precoce.
O câncer de mama é o câncer mais frequente entre as mulheres no Brasil, depois dos tumores de pele não melanoma. Embora seja mais comum a partir dos 50 anos, o cuidado com a saúde das mamas deve fazer parte da vida da mulher em todas as fases.
Quais alterações nas mamas merecem atenção?
Mais do que estabelecer uma rotina de “autoexame”, hoje orientamos que cada mulher conheça suas mamas e esteja atenta a alterações que não eram habituais.
Entre as mudanças que merecem avaliação médica estão:
- Caroços persistentes;
- Alterações na pele da mama;
- Retração do mamilo;
- Saída espontânea de secreção;
- Mudanças no formato da mama.
Conhecer o próprio corpo ajuda a perceber essas diferenças e a buscar orientação quando necessário.
Mamografia: o rastreamento deve considerar cada mulher
Também é fundamental manter as consultas e os exames de rastreamento indicados para cada idade e perfil de risco.
A mamografia é o principal exame utilizado no rastreamento do câncer de mama. A frequência e o momento de iniciá-la devem considerar as recomendações vigentes e, quando necessário, a avaliação individualizada.
Quem está amamentando pode investigar alterações nas mamas?
A amamentação não impede que alterações mamárias sejam investigadas.
A maioria das mudanças que surgem nesse período é benigna e está relacionada à própria lactação. Ainda assim, um nódulo persistente ou qualquer alteração suspeita deve ser avaliado.
O cuidado com o bebê e a atenção à saúde da mulher precisam ter espaço nessa fase.
Cuidar da saúde não significa viver com medo de adoecer
Como ginecologista, gosto de lembrar às minhas pacientes que cuidar da saúde não deve significar viver com medo de adoecer.
Significa conhecer o próprio corpo, manter o acompanhamento adequado e procurar ajuda quando algo parecer diferente.
Talvez essa seja uma das mensagens mais bonitas do Outubro Rosa: o autocuidado também é uma forma de amor.
Entre tantos cuidados, reserve também um espaço para você
Em um universo cercado de bebês, maternidade, colo e afeto, fica o convite neste mês: entre tantos cuidados dedicados aos pequenos, reserve também um espaço para você.
Cuide-se. Faça seus acompanhamentos. Incentive outras mulheres a fazerem o mesmo.
Porque quem cuida também merece ser cuidada.
Ladima: acolher a maternidade também é lembrar de quem cuida
Na Ladima, acreditamos que acolher a maternidade também envolve abrir espaço para a saúde e o bem-estar de quem cuida dos pequenos.
Ao compartilhar orientações de profissionais parceiras, queremos oferecer informação relevante para as famílias e reforçar uma mensagem deste Outubro Rosa: a saúde da mulher também precisa ter espaço em meio aos cuidados da rotina.
Conheça a Dra. Fernanda Laranjeira: Ginecologista e Obstetra

Dra. Fernanda Laranjeira é médica ginecologista e obstetra, com registro profissional CRM 36204 RS, RQE 28509 e título de especialista (TEGO 0128/2015).
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