As férias estão chegando ao fim e, com elas, surge um sentimento que muitas mães reconhecem de imediato: um misto de saudade, insegurança e expectativa.
A rotina precisa voltar, mas o coração ainda está no ritmo dos dias mais longos, do colo sem hora marcada e da presença constante.
Se seu filho é pequeno, é natural que a volta às aulas desperte dúvidas silenciosas:
Será que ele vai se adaptar?
E se chorar?
E se não quiser ficar?
Respira fundo.
Esse momento pode ser mais leve do que parece.
Neste artigo, reunimos 5 dicas práticas e acolhedoras para ajudar você e seu filho a atravessarem a adaptação escolar com mais segurança emocional, respeito ao ritmo da infância e menos culpa no caminho.
Antes de tudo: sua preocupação faz sentido
A volta às aulas não é apenas uma mudança de agenda.
Para a criança pequena, é uma mudança de cenário, de referências e de previsibilidade. Para a mãe, é o desafio de confiar, soltar aos poucos e lidar com as próprias emoções.
Ansiedade, choro ou resistência não significam que algo está errado.
Eles fazem parte do processo de adaptação.
A boa notícia é que algumas atitudes simples, feitas com intenção, ajudam muito.
Dica 1: Deixe a criança participar do processo
Mesmo pequenas, as crianças se beneficiam quando são incluídas na preparação para a volta às aulas. Isso gera sensação de pertencimento, autonomia e segurança emocional.
Participar não significa assumir responsabilidades adultas, mas sentir que faz parte do que está acontecendo.
Na prática, você pode:
- Organizar a mochilinha junto com a criança (deixá-la escolher, selecionar organizar os seus materiais)
- Separar as roupinhas que serão usadas na rotina escolar
- Escolher um brinquedo ou objeto de conforto para os primeiros dias
- “Ajudar” a guardar livros ou brinquedos simples
Esses pequenos gestos trabalham a autonomia e a antecipação emocional, ajudando a criança a entender que algo novo está chegando, sem sustos.
Dica 2: Antecipe a rotina com pequenos ajustes
O cérebro infantil precisa de previsibilidade para se sentir seguro. Por isso, aproveitar os dias que antecedem a volta às aulas para retomar a rotina faz toda a diferença.
Mudanças bruscas tendem a gerar mais resistência.
O que ajuda:
- Ajustar o horário de dormir, aproximando do período escolar
- Retomar horários mais regulares para as refeições
- Criar rituais simples de início e fim do dia
- Evitar grandes mudanças nos últimos dias antes do retorno
Esses ajustes sinalizam para a criança que, mesmo com novidades, o ambiente continua seguro.
Dica 3: Entenda o choro como parte da adaptação
Existe um mito comum de que, se a criança chora, algo está errado.
Na realidade, o choro é uma forma legítima de comunicação emocional, especialmente na primeira infância.
Nem toda criança volta para a escola animada. Algumas demonstram insegurança, outras ficam mais sensíveis, irritadas ou retraídas.
Tudo isso é esperado.
O mais importante nesse momento:
- Validar o sentimento, sem minimizar
- Evitar frases como “não é nada” ou “já passa”
- Mostrar presença emocional, mesmo quando precisa se afastar
Com o tempo, a criança aprende que pode sentir e ainda assim ficar segura.
Dica 4: O conforto também passa pela roupa
Pode parecer um detalhe, mas não é.
Roupas desconfortáveis podem aumentar a irritação e o cansaço em um momento que já exige adaptação emocional.
Tecidos rígidos, etiquetas incômodas ou modelagens que limitam o movimento interferem diretamente no bem-estar da criança.
Priorize:
- Tecidos macios e respiráveis
- Conforto térmico
- Modelagens que permitam liberdade de movimento
- Peças familiares, que a criança já reconheça
Pequenos detalhes constroem grandes sensações de segurança.
Dica 5: Respeite o ritmo da infância
Cada criança vive a adaptação de um jeito.
Comparações só aumentam a ansiedade, da criança e do adulto.
Algumas se adaptam rapidamente. Outras precisam de mais tempo, mais previsibilidade, mais colo. E tudo bem.
Quando o adulto confia no processo, a criança sente.
Um lembrete importante para você, mãe
Você não está errando por sentir medo.
Você não está exagerando por se preocupar.
Você está cuidando, e isso já diz muito sobre o vínculo que construiu.
A infância não precisa ser apressada. Ela precisa ser acompanhada.
Esse artigo foi escrito em parceria com a Aline Dalacqua.
Conheça Aline Dalacqua: Psicóloga e Neuropsicóloga Infantil

Aline Dalacqua é psicóloga e neuropsicóloga especializada no desenvolvimento infantil. Com ampla experiência na avaliação e intervenção de bebês e crianças, ela auxilia no diagnóstico preciso e no acompanhamento adequado. Autora do livro infantil Só mais um, Aline incentiva o desenvolvimento saudável e a empatia desde a infância.
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Um recomeço também pode ser acolhedor 💛
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