Por que meu filho mente tanto? Essa é uma dúvida comum entre os pais. Muitas vezes, a resposta vai além da desobediência ou do que chamamos de “manha”. Na infância, a mentira pode ser parte do desenvolvimento cognitivo e da imaginação, permitindo que a criança explore limites, teste reações dos adultos e desenvolva habilidades sociais.

No entanto, quando se torna frequente e persistente, associada a outros comportamentos como impulsividade, dificuldade em assumir responsabilidades ou falta de empatia, é preciso ficar atento e compreender o que está acontecendo.

Neste artigo, vamos abordar o tema com a visão da especialista Aline Dalacqua, trazendo sinais, causas e estratégias práticas para lidar com a mentira na infância.

Mentira na infância: sinais e causas

Mentiras persistentes podem surgir por diferentes motivos:

  • Mecanismo de defesa emocional: a criança pode mentir para proteger sentimentos ou evitar críticas.
  • Evitar punições: em alguns casos, a mentira é usada para escapar de consequências negativas.
  • Questões de desenvolvimento: pode indicar transtornos do neurodesenvolvimento ou desafios emocionais, como ansiedade, baixa autoestima e distúrbios de conduta.

Dica: observar padrões de mentira ajuda a diferenciar uma fase natural do comportamento de sinais que exigem atenção.

Quando é necessário ligar o sinal de alerta?

Prestar atenção a comportamentos associados é essencial:

  • Mentira constante ou repetitiva;
  • Impulsividade e dificuldade em assumir responsabilidades;
  • Falta de empatia com outras pessoas;
  • Uso da mentira como mecanismo de proteção emocional.

Esses sinais indicam que o comportamento da criança merece análise mais cuidadosa e, muitas vezes, acompanhamento profissional.

Como oferecer apoio

Compreender o que está por trás das mentiras é o primeiro passo para ajudar a criança de forma positiva:

  1. Observe sem julgar: procure identificar os motivos da mentira.
  2. Converse de forma acolhedora: explique consequências sem punir severamente.
  3. Valorize a sinceridade: reconheça e elogie quando a criança fala a verdade.
  4. Apoio profissional: psicólogos ou terapeutas infantis podem oferecer estratégias personalizadas para situações persistentes ou complexas.

Conclusão

Mentir na infância nem sempre é motivo de preocupação; pode ser uma fase natural do desenvolvimento. No entanto, quando frequente e associada a outros comportamentos, é essencial observar, compreender e apoiar a criança.

Com paciência, diálogo e acompanhamento adequado, os pais podem transformar essa situação em aprendizado, fortalecendo a inteligência emocional e social da criança.

Este artigo foi baseado no post: https://www.instagram.com/p/DMNxU6JuHlP/?igsh=M2h3ODVja3p5MjAx

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Aline Dalacqua é psicóloga e neuropsicóloga especializada no desenvolvimento infantil. Com ampla experiência na avaliação e intervenção de bebês e crianças, ela auxilia no diagnóstico preciso e no acompanhamento adequado. Autora do livro infantil Só mais um, Aline incentiva o desenvolvimento saudável e a empatia desde a infância.

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