O mês de março traz um convite importante à informação e à empatia. Conhecido como Março Roxo, ele é dedicado à conscientização sobre a epilepsia, uma condição neurológica que pode afetar pessoas de todas as idades, inclusive crianças.
Apesar de ainda existir muito desconhecimento sobre o tema, a epilepsia é mais comum do que muitas pessoas imaginam. E, quando diagnosticada e acompanhada adequadamente, muitas pessoas conseguem viver com qualidade de vida e ter suas crises controladas.
Para muitas famílias, especialmente quando o diagnóstico acontece na infância, entender a condição é um passo importante para lidar com a situação com mais segurança e tranquilidade.
Falar sobre epilepsia também é uma forma de reduzir o estigma e ampliar o conhecimento. Quanto mais famílias entendem a condição, mais preparadas estão para reconhecer sinais, buscar orientação e agir com segurança.
O que é epilepsia?
A epilepsia é uma condição neurológica caracterizada por descargas elétricas anormais no cérebro, que provocam as chamadas crises epilépticas.
Essas crises podem se manifestar de maneiras diferentes. Em algumas situações, podem aparecer como breves momentos de ausência ou desconexão. Em outras, podem envolver movimentos involuntários do corpo ou alterações na consciência.
Na infância, esses episódios podem gerar muitas dúvidas para pais e cuidadores, por isso o acompanhamento médico é essencial para avaliar cada caso de forma adequada.
Quais podem ser as causas da epilepsia?
As causas da epilepsia podem variar bastante.
Em algumas pessoas, ela pode estar relacionada a fatores genéticos. Em outras situações, pode surgir após condições que afetam o cérebro, como:
- Traumatismos cranianos
- Infecções do sistema nervoso
- Tumores cerebrais
- Malformações cerebrais
- Acidente vascular cerebral (AVC)
- Complicações durante a gestação ou o parto
Mesmo assim, em muitos casos não é possível identificar uma causa específica.
Epilepsia tem tratamento?
Sim. A epilepsia tem tratamento, e muitas pessoas conseguem controlar as crises com acompanhamento médico adequado.
O tratamento pode envolver medicações específicas e acompanhamento contínuo com profissionais de saúde. O objetivo é reduzir ou controlar as crises e garantir qualidade de vida.
Quando o diagnóstico acontece na infância, o acompanhamento especializado também ajuda a apoiar o desenvolvimento da criança e orientar a família ao longo do processo.
Por isso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são fundamentais.
Como agir durante uma crise epiléptica
Saber como agir durante uma crise pode fazer muita diferença.
Algumas atitudes importantes incluem:
✔️ Manter a calma
✔️ Afastar objetos que possam machucar a pessoa
✔️ Proteger a cabeça durante a crise
✔️ Colocar a pessoa de lado, se possível, após a crise
✔️ Aguardar a crise passar e permanecer ao lado dela
Também é importante lembrar o que não deve ser feito:
- Não colocar nada dentro da boca da pessoa
- Não tentar segurar ou conter os movimentos
Essas atitudes ajudam a evitar lesões e tornam o momento mais seguro.
Informação também combate o preconceito
A epilepsia ainda carrega muitos mitos e preconceitos. Por isso, iniciativas como o Março Roxo são fundamentais para ampliar o conhecimento e promover mais empatia.
Pessoas que vivem com epilepsia podem estudar, trabalhar, construir projetos e levar uma vida plena — especialmente quando recebem acompanhamento adequado e apoio da sociedade.
Na infância, esse apoio passa também pelo ambiente familiar, pela escola e por uma rede de cuidado que ajude a criança a crescer com segurança e acolhimento.
Informação gera cuidado. E cuidado gera inclusão.
💗 Este conteúdo foi elaborado com base nas orientações da nossa parceira Dra. Juliana Vilaça.
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Dra. Juliana Vilaça Vaz é neuropediatra com ampla experiência no acompanhamento de crianças com condições neurológicas, incluindo paralisia cerebral e distúrbios do desenvolvimento. Apaixonada pela saúde infantil, ela oferece apoio personalizado às famílias e atua no diagnóstico precoce, garantindo mais qualidade de vida e bem-estar para os pequenos pacientes.
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Informação também é uma forma de cuidado
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Bom dia!
Achei maravilhoso esse artigo e de grande importância. Sou mãe de uma bebê de 9 meses que tem convulsões, mas graças a Deus e a Dra Juliana Vaz, as crises estão controladas.
Olá, Thamiris!
Ficamos muito felizes com sua mensagem e em saber que sua bebê está bem e com as crises controladas.
Obrigada por compartilhar a história de vocês: além de acolher, ela também inspira outras famílias. Muito carinho para vocês!