Nos últimos anos, uma preocupação silenciosa começou a ganhar espaço entre pesquisadores da área da saúde: a presença de microplásticos e nanoplásticos no organismo humano.
Essas partículas são tão pequenas que não conseguimos enxergar. Mesmo assim, elas podem estar presentes na água, nos alimentos, no ar e em produtos que fazem parte da rotina.
Segundo estudos recentes, os nanoplásticos podem atravessar barreiras importantes do corpo e até se acumular no cérebro.
O tema ainda está sendo estudado pela ciência, mas já chama a atenção de especialistas por causa dos possíveis impactos para a saúde a longo prazo.
O que são nanoplásticos?
Os nanoplásticos são partículas extremamente pequenas, menores que um milésimo de milímetro.
Eles surgem a partir da degradação dos plásticos que usamos no dia a dia.
Com o tempo, embalagens, garrafas, utensílios descartáveis, tecidos sintéticos e outros produtos plásticos se quebram em pedaços cada vez menores.
Primeiro surgem os microplásticos. Depois, partículas ainda menores: os nanoplásticos.
Como os nanoplásticos entram no organismo?
Segundo a neurocirurgiã pediátrica Dra. Mariana Mazzuia, essas partículas podem entrar no corpo de diferentes formas.
As principais vias são:
- Água contaminada
- Alimentos contaminados
- Ar inalado
Depois de entrarem no organismo, os nanoplásticos podem atravessar barreiras presentes no intestino e nos pulmões, chegando à corrente sanguínea.
Como essas partículas chegam ao cérebro?
Uma das descobertas mais recentes da neurociência é que os nanoplásticos podem ultrapassar a barreira hematoencefálica.
Essa barreira funciona como um filtro de proteção do cérebro.
Ela é formada por células altamente seletivas, responsáveis por impedir a entrada de substâncias potencialmente prejudiciais.
Durante muito tempo, acreditava-se que esse tipo de partícula não conseguiria atravessar essa proteção.
Mas alguns estudos recentes mostram que os nanoplásticos conseguem passar por essa barreira e se acumular no tecido cerebral.
Esse é um tema que ainda está sendo investigado pela ciência, mas já é considerado um alerta importante para pesquisadores de diferentes áreas.
De onde vêm os nanoplásticos?
Grande parte dos nanoplásticos vem de produtos descartáveis e materiais de baixa durabilidade.
Entre as principais fontes estão:
- Embalagens plásticas
- Garrafas descartáveis
- Utensílios de plástico
- Tecidos sintéticos
- Produtos de uso rápido e descarte frequente
Segundo especialistas, o problema não é apenas o uso desses materiais, mas a forma como eles se acumulam e se fragmentam ao longo do tempo.
Por que esse tema merece atenção?
Mesmo que a ciência ainda esteja avançando nas pesquisas sobre os nanoplásticos, a descoberta de que essas partículas podem chegar ao cérebro reforça a importância de falar sobre consumo, descarte e exposição no dia a dia.
O assunto também chama atenção para escolhas mais conscientes dentro de casa, especialmente em famílias com bebês e crianças pequenas.
O que a ciência já sabe até agora
De forma resumida, os estudos mais recentes indicam que:
- Os plásticos se fragmentam em partículas muito pequenas ao longo do tempo
- Essas partículas podem ser ingeridas ou inaladas
- Os nanoplásticos conseguem chegar à corrente sanguínea
- Alguns estudos mostram que eles podem atravessar a barreira de proteção do cérebro
- Há indícios de acúmulo no tecido cerebral
Como esse é um tema em desenvolvimento, novas descobertas ainda devem surgir nos próximos anos.
Este artigo foi baseado no conteúdo da nossa parceira: https://www.instagram.com/reels/DSlQERajd_8/
Conheça a Dra. Mariana Mazzuia: Neurocirurgiã Pediátrica

Dra. Mariana Mazzuia é médica neurocirurgiã pediátrica, esposa e mãe, com registro profissional CRM 11582/MS e RQE 6876. Atualmente, é doutoranda pela Faculdade de Medicina da USP (FM-USP), unindo experiência clínica e pesquisa acadêmica ao cuidado com as crianças.
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