O Março Lilás é um convite importante para olhar com mais atenção para a saúde da mulher. A campanha reforça a conscientização sobre a prevenção do câncer do colo do útero, uma doença que, em muitos casos, pode ser evitada com vacinação, exames de rastreamento e acompanhamento médico regular.
Quando falamos sobre prevenção, a informação faz toda a diferença. Entender como a doença se desenvolve e quais cuidados ajudam a evitá-la permite que cada mulher cuide do próprio corpo com mais consciência e segurança.
Neste artigo você vai entender:
- O que é o câncer do colo do útero
- Quais são as principais formas de prevenção
- Quais exames fazem parte do rastreamento
- Quais sinais merecem atenção
O que é o câncer do colo do útero?
O câncer do colo do útero está frequentemente associado à infecção persistente pelo HPV (Papilomavírus Humano), especialmente por alguns tipos considerados de maior risco, como os subtipos 16 e 18.
Essa infecção pode, ao longo do tempo, provocar alterações nas células do colo do útero. Na maioria das vezes, essa evolução acontece de forma lenta e é justamente por isso que o acompanhamento médico e os exames preventivos são tão importantes.
Quando o rastreamento é realizado regularmente, muitas dessas alterações podem ser identificadas antes mesmo de se tornarem um problema maior.
Como prevenir o câncer do colo do útero?
A prevenção envolve alguns cuidados importantes que fazem parte da rotina de saúde da mulher.
1. Vacinação contra o HPV
A vacina contra o HPV ajuda a proteger contra os principais subtipos do vírus associados ao câncer do colo do útero.
Ela costuma ser indicada preferencialmente antes do início da vida sexual, mas pode ser realizada em outras fases da vida, conforme orientação médica.
A vacinação é uma das formas mais eficazes de reduzir o risco da doença.
2. Exame preventivo (Papanicolau)
O exame conhecido como Papanicolau faz parte do cuidado ginecológico de rotina.
Ele permite identificar alterações nas células do colo do útero antes que elas evoluam para algo mais sério.
Por isso, realizar esse exame regularmente é uma das maneiras mais importantes de cuidar da saúde ginecológica.
3. Teste de HPV com genotipagem
Outro exame que pode fazer parte do rastreamento é o teste molecular para HPV.
Ele detecta a presença do vírus e pode identificar especificamente alguns subtipos de maior risco.
Esse exame pode ajudar a:
- Avaliar com mais precisão o risco individual
- Definir intervalos mais seguros para acompanhamento
- Orientar condutas médicas personalizadas
Em alguns protocolos mais recentes, o teste de HPV vem sendo utilizado como método principal de rastreamento.
4. Colposcopia: exame complementar
Quando algum exame apresenta alteração, o médico pode indicar a colposcopia.
Esse exame permite observar o colo do útero de forma ampliada e identificar possíveis áreas que precisam de avaliação mais detalhada.
Se necessário, também pode ser realizada uma biópsia durante o procedimento.
A colposcopia é feita em consultório e ajuda o médico a definir o diagnóstico e os próximos passos do acompanhamento.
E durante a gestação?
O período do pré-natal também pode ser uma oportunidade importante para atualizar os exames ginecológicos, caso estejam em atraso.
Quando indicado pelo médico, tanto o exame citológico quanto o teste de HPV podem ser realizados durante a gestação.
Por isso, manter o acompanhamento pré-natal em dia é fundamental para a saúde da mãe e do bebê.
Sintomas que merecem atenção
Nas fases iniciais, o câncer do colo do útero geralmente não apresenta sintomas.
Quando a doença está mais avançada, alguns sinais podem aparecer, como:
- Sangramento vaginal fora do período menstrual
- Sangramento após relação sexual
- Corrimento persistente
- Dor pélvica
Esses sintomas não significam necessariamente câncer, mas devem sempre ser avaliados por um ginecologista.
Março Lilás: um convite ao autocuidado
O Março Lilás nos lembra da importância de reservar um tempo para cuidar da própria saúde.
Manter consultas regulares, realizar exames preventivos e buscar informação confiável são atitudes que fazem parte desse cuidado.
A campanha de Março Lilás é um lembrete de que prevenção também é uma forma de carinho consigo mesma.
Esse artigo foi escrito em parceria com a Dra. Fernanda Laranjeira
Conheça a Dra. Fernanda Laranjeira: Ginecologista e Obstetra

Dra. Fernanda Laranjeira é médica ginecologista e obstetra, com registro profissional CRM 36204 RS, RQE 28509 e título de especialista (TEGO 0128/2015).
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