Se o intestino das crianças é um jardim, como podemos cuidar melhor dele?
Se pensarmos no intestino da criança como um jardim em formação, tudo começa a fazer mais sentido.
É ali que se desenvolve uma parte essencial da saúde: digestão, imunidade, comportamento e até funções cognitivas.
Mas afinal, o que pais e profissionais podem fazer para ajudar esse “jardim” a crescer forte e equilibrado?
Por que o intestino infantil é tão importante?
O intestino abriga trilhões de microrganismos que formam a chamada microbiota intestinal.
Ela atua diretamente em funções como:
- Defesa do organismo
- Absorção de nutrientes
- Regulação do intestino
- Comunicação com o cérebro (eixo intestino–cérebro)
Por isso, cuidar do intestino desde cedo é investir em saúde a longo prazo.
O início de tudo: parto e primeiras bactérias
O parto vaginal é, naturalmente, o primeiro grande momento de colonização intestinal.
Nesse processo, o bebê entra em contato com bactérias benéficas presentes no canal vaginal da mãe, que ajudam a “semear” a microbiota.
Isso não significa que outros tipos de parto não sejam seguros, mas sim que cada etapa do início da vida influencia esse equilíbrio.
Amamentação: o fertilizante desse jardim
Depois do nascimento, a amamentação exerce um papel fundamental.
O leite materno é rico em oligossacarídeos, fibras especiais que não alimentam o bebê diretamente, mas servem como alimento exclusivo para as bactérias boas do intestino.
Como resultado:
- A microbiota cresce de forma mais equilibrada
- O intestino se torna mais resistente
- A imunidade é fortalecida
Introdução alimentar: diversidade que fortalece
Por volta dos 6 meses, a introdução alimentar passa a ser outro pilar importante.
Alimentos como:
- Legumes
- Frutas
- Grãos integrais
- Leguminosas
funcionam como combustível para as bactérias benéficas.
Quanto mais colorida, variada e natural for a alimentação, maior tende a ser a diversidade da microbiota, e isso significa mais resiliência para o organismo.
Probióticos e prebióticos: quando entram em cena?
Probióticos
Em situações específicas, como após o uso de antibióticos ou em quadros de cólicas intensas, o pediatra pode indicar probióticos, que são microrganismos vivos benéficos.
Prebióticos
Já os prebióticos são a “comida” dessas bactérias.
Substâncias como inulina e FOS estão presentes naturalmente em alimentos como:
- Banana verde
- Alho-poró
- Cebola
- Chicória
Eles ajudam a manter o equilíbrio intestinal de forma natural.
O que pode prejudicar esse equilíbrio?
Alguns fatores funcionam como verdadeiros obstáculos para esse jardim:
Uso indiscriminado de antibióticos
Eles agem como um “bombardeio”, eliminando tanto bactérias ruins quanto as boas. Por isso, devem ser usados somente com orientação médica.
Alimentação rica em ultraprocessados
Excesso de açúcar refinado e alimentos industrializados favorecem bactérias prejudiciais e processos inflamatórios no intestino.
Em resumo: como cuidar do intestino infantil
- Incentivar o aleitamento materno, sempre que possível
- Priorizar uma alimentação variada e natural
- Evitar o uso desnecessário de antibióticos
- Buscar orientação profissional quando surgirem sintomas persistentes
Pequenas escolhas no dia a dia fazem diferença no desenvolvimento e no bem-estar da criança.
Sugestão de leitura complementar
👉 Introdução Alimentar: BLW, BLISS ou Tradicional? Qual o Melhor Método?
Este artigo foi baseado no conteúdo:
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Dra. Mariana Mazzuia é médica neurocirurgiã pediátrica, esposa e mãe, com registro profissional CRM 11582/MS e RQE 6876. Atualmente, é doutoranda pela Faculdade de Medicina da USP (FM-USP), unindo experiência clínica e pesquisa acadêmica ao cuidado com as crianças.
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